Mesmo sendo jornalista – ou talvez por isso mesmo -, passo longos períodos sem ler jornal. Quando a profissão permite, é claro. Porque irrita, porque todo dia é a mesma coisa. Sabe aquele papo bíblico (antes de Cristo!) de que “não há nada de novo sob o sol”? Se enquadra. Só essa semana, passando o olho pelas bancas de jornal, estavam lá: recorde de faltas na Câmara (novidade…), enchentes em São Paulo (ou em Santa Catarina ou em qualquer outro lugar cujo desequilíbrio ambiental provoca efeitos idênticos, sempre), taxas de juros que sobem e descem… Parece que tudo está mudando todo dia e que cada informação dessa é altamente relevante (e deve ser reprisada incessantemente até a próxima catástrofe roubar a cena), mas, na boa, é uma repetição dos infernos, de enlouquecer qualquer leitor minimamente regular.
Outro dia, achei ótimo o que o perfil de @danielsansao postou no Twitter:
TEMPLATE: A chuva castigou __________. Em apenas _____ horas choveu o previsto para os próximos ____ meses.
Não duvido que muitos jornalistas veteranos tenham esquemas similares – se não prontos no computador, prontos na cabeça – para escrever esse tipo de matéria, digamos, cíclica. Seria até recomendável. Aff.

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