Dona Ervilha

Por uma comunicação orgânica

A quem interessar possa 18/02/2012

Filed under: Comunicação Corporativa,Eventos — donaervilha @ 16:58
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Entre Terra & Saturno: notícias da Dona Ervilha 28/07/2011

Ipês rosa (e amarelos tb) florindo no mês de julho

 

Enquanto Dona Ervilha ocupa-se com a finalização do Planejamento de Comunicação Integrada do Instituto Lenus, após intensa fase de imersão neste que é o nosso mais novo e querido cliente (sobre quem estou há meses preparando um super post de apresentação que nunca é publicado por não estar à altura deste empreendimento encantador…), outras mil coisas acontecem paralelamente, como a finalização das disciplinas do primeiro semestre do doutorado (1 artigo de trabalho final) + inscrição na Intercom (cujo trabalho foi aprovado, ou seja, vamos pra Recife em setembro participar do GP Comunicação e Educação!), + 2 trabalhos novos como professora: um na Escola Superior da Polícia Militar (metodologia da pesquisa) e outro na Universidade Salgado de Oliveira (3 disciplinas novas para Publicidade e Jornalismo)! Tudo isso se configurando enquanto o mês 7 se manifesta com seus ipês e mulungus floridos, marcando o meio do ano, final de ciclos e início de outros (não por acaso com um aniversário – e um “retorno de saturno” – no meio).
Ufa! Entenderam porque esse blog anda meio devagar? :-)

Feliz Dia Novo,

S.

 

Identidade 08/04/2011

Dona Ervilha está com Identidade Visual renovada, feita pelo nosso super parceiro e irmão Flavio Lazarino!

Em breve, o blog ganhará novas seções, pra ficar com uma carinha mais institucional e menos “orgânica” (pero sin perder la ternura jamás! rs), contando inclusive uns causos de clientes que amamos, como o Homem-Árvore. :)

Será que nessa onda eu consigo atualizar mais o blog? #sonharnãocustanada

Amo vcs,

S.

 

A escola em tempos de Google 23/02/2011

Ontem foi a reunião de pais da escolinha do meu filho. Impressionou-me como, dentre dezenas de questões pedagógicas importantes, o principal assunto da reunião – queixa de muitos pais -  girou em torno da falta de informação. A escola poderia estar fazendo o que fosse, com vários significados e embasamentos, mas em plena sociedade da informação, se ela não consegue informar isso aos seus… [como devo chamar os pais? clientes? públicos? :-/], enfim, aos seus pares, é como se nada fizesse.

Em várias situações podemos perceber isso. Isso que chamamos de fluxos de comunicação ou de informação. É mais simples do que parece, basicamente: emitir e receber informação. Coisa fundamental das compras no supermercado à diplomacia internacional. Na Era Google, então, desenvolvemos a necessidade de obter essa informação em tempo real, o que complexificou um pouco mais as coisas.

Uma das muitas coisas legais dessa chamada “revolução da informação” (cada vez mais revolucionária, como estamos vendo em tempo real no Oriente Médio) é que isso realmente está mudando a maneira de se comunicar em diversos níveis, forçando especialmente as instituições a manterem um fluxo contínuo e aberto de informação com todos os seus, como dizem, “públicos de interesse”. E quando elas não fazem isso, hoje em dia, desconfiamos, reclamamos. Volto a dizer: nada do projeto pedagógico foi questionado, apenas o fato da agenda não possuir notícias atualizadas (e personalizadas) sobre cada criança.

Como resolver isso? Pergunte-me como! : -)

Existe a escola perfeita? : -)

 

 P.S.: Essa escolinha da ervilha existe mesmo, lá em Portugal! Clica na imagem! : -)

 

A Rede… 25/07/2010

Recentemente, ministrei um workshop para uma rede muito interessante de ONGs, que têm em comum o fato de serem patrocinadas pela Unimed Rio. Foi o segundo ano em que participei dessa iniciativa, que é uma capacitação para estas instituições do Brasil inteiro. Cabe a mim “capacitá-los” em algum tema da área de Comunicação, é claro. Ano passado, focamos em Assessoria de Imprensa e Novas Mídias, com destaque para a primeira, já que Assessoria é a eterna demanda e o grande mistério para estas e muitas instituições. Já esse ano achamos interessante focar na questão da Comunicação em Rede, que ficou no finalzinho da capacitação do ano passado e, notadamente, ganha destaque cada vez maior no mundo da comunicação em geral e da comunicação corporativa em particular.

O que me traz a este post não é só tirar onda de capacitadora e tal. Mas o fato de que, dentre todos os discursos maravilhosos sobre o tempo real, a interatividade, o espírito colaborativo da Rede etc., me lembrei – e tive que assumir para os “alunos” na ocasião – que este blog aqui estava totalmente desatualizado e nada interativo ou colaborativo. Pra ser sincera, como me é próprio (e nem sempre recomendável), se não fosse a minha profissão, estaria totalmente fora de todos os blogs, twitters e facebooks da vida… #Fato. Eu até gosto e obviamente reconheço toda a revolução da informação e tal tal tal, mas para se adquirir visibilidade na rede é preciso estar realmente vivo, online, interativo. E eu ainda estou emocionalmente vinculada ao post anterior (sobre o quintal), não só porque eu mesma estava me metamorfoseando num casulo (fiz aniversário, vá lá), mas também porque foi a notícia mais relevante dos últimos tempos. [Na realidade, o casulo - da lagarta - sofreu um pequeno incidente e ainda não sei se ela sairá voando desta. #shithappens].

Uma das coisas legais que eu li sobre Comunicação em Rede para fazer a capacitação dizia que a Rede só existe se houver colaboração. Sem isso, não há. Achei muito bacana isso e o fato de que cada vez mais pessoas já sacaram que quanto mais você compartilha (informação, conhecimento), mais você ganha. Tudo bem que Francisco de Assis já mandou essa há um tempão, mas a lógica da Rede é realmente essa: é dando que se recebe. Eu estava agora mesmo intrigada com meus 200 followers no Twitter. Por que as pessoas me seguem sem que eu faça esforço para tanto? De qualquer forma, sei que quanto mais eu escrevo, mais seguidores eu tenho. Eu mesma quando vejo um perfil bacana, mas desatualizado, não sigo. Da mesma forma, se um perfil que nem é tão interessante assim, mas está super atualizado, postando coisas toda hora, dá uma vontadezinha de clicar “follow”. Ah, por falar nisso: @donaervilha, ao seu dispor.

Mas aqui é diferente. Eu gostei tanto dessa história de 140 caracteres, que pensar em escrever algo muito maior que isso dá uma preguiça (apesar de que quando eu dano a escrever, olha só… #prolixidadetotal). Mas, ok, ao menos eu vim aqui dar um alô, dizer que estou vivinha da Silva (aliás, Marina Silva na cabeça!) e que prometo colaborar mais, até porque neste segundo semestre terei que ministrar a disciplina “Multimídia Jornalística”, o que me faz realmente ter que sair desse casulo tão quentinho e enfrentar o mundo da informação em tempo real, das muitas mídias, da Rede! Como diria Lenine… “não tem quem não caia”!

Amor e Gentileza.

P.S.: Depois vou conseguir umas fotos bacanas da Capacitação para postar aqui. Fiz uma rede de verdade com o povo, como uma teia de aranha. Foi divertido, apesar dessa dinâmica ter sido corrida, pois ia ter um comício do PT pela Av. Rio Branco em plena sexta-feira, hora do rush! Acho isso tão desnecessário… Vote Marina! ;)

 

A Comunicação no Terceiro Setor 27/09/2009

Duas iniciativas recentes me fizeram lançar um olhar especial para o Terceiro Setor e pensar em como a Comunicação é uma área (obviamente) estratégica e (geralmente) relegada neste segmento. Tudo começou com uma capacitação bem bacana que a Rede Saúde Criança promoveu para seus membros (instituições do Brasil todo que seguem a mesma metodologia de trabalho) e outras organizações assistidas pela Unimed, empresa patrocinadora da iniciativa. Eles receberam treinamentos em várias áreas. Coube a mim “ministrar” (sempre acho exagerada essa palavra) a palestra de tema “Comunicação: Novas Mídias e Assessoria de Imprensa”. Foi um dia inteiro (especificamente, 13/08/09) de muito bate-papo sobre as possibilidades quase irrestritas desse campo e os caminhos para aproximá-lo do dia-a-dia das instituições com sustentabilidade. O interesse dos participantes pelo assunto era enorme, o que fez o dia muito produtivo.

Essa experiência me levou a outra, ontem: uma palestra mais reduzida pros alunos do curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial da Estácio-RJ sobre o tema “A Comunicação e o Terceiro Setor”, apresentando, principalmente a partir dessa experiência com a Rede, algumas demandas desse campo (que não são poucas) e como os profissionais de comunicação podem atuar nele. O tema também gerou interesse, principalmente quando apresentei os principais problemas de comunicação sofridos por esse setor, a partir da minha experiência profissional. São eles:

: Amadorismo no trabalho de comunicação (porque de médico, louco e comunicador, parece que todo mundo tem um pouco)

: A mesma pessoa faz tudo (da administração ao cafezinho, passando, claro, pelo house organ)

: “O sobrinho” (parece uma praga: tem sempre um sobrinho que “entende de computador” e que faz o site, o jornalzinho…)

: “O CD” (em algum momento da história da organização, alguém – provavelmente o sobrinho – fez um CD de apresentação, que passa a ser usado que nem Bombril: para propostas de patrocínio, parcerias, festas, brindes, release. Mil e uma utilidades)

: A Proposta (nessa mesma linha, a mesmíssima proposta serve para todos os alvos, sem mudar uma vírgula)

: Repetição de fórmulas prontas (pouca criatividade ao criar ações de comunicação)

: E, ainda, vale destacar a COMUNICAÇÃO INTERNA como um dos maiores desafios de comunicação das organizações (do Terceiro Setor ou não), merecendo atenção redobrada para o sucesso destas.

Sendo assim, vemos aí um excelente campo de trabalho para comunicadores, que podem driblar as dificuldades do setor apresentando de maneira profissional alternativas inteligentes para tornar a comunicação viável e viva. E por uma boa causa.

Como diria Sigmund Freud, é nóis. ;-)

 

 
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